Torre de champanhe Antarctica
de Arthur Franco @arthurcfranco
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Introdução
Nesta fotografia, busquei traduzir uma ideia de brasilidade a partir de elementos simples, porém profundamente enraizados na cultura do país. A torre de copos americanos — um ícone presente nas casas, bares e padarias do Brasil — ganha protagonismo ao receber um líquido que, à primeira vista, lembra champanhe. Mas, ao olhar mais de perto, revela-se o Guaraná Antártica: uma bebida nacional, afetiva, que atravessa gerações e memórias.
A escolha do enquadramento, da luz e da composição propõe uma ressignificação do cotidiano. É como se o popular e o sofisticado se encontrassem: a celebração com cara de festa, mas feita de símbolos genuinamente brasileiros. Esta imagem é, portanto, um brinde visual ao que somos — à beleza que existe nas pequenas coisas do nosso dia a dia.

Suprimentos
Caixa de 24 Copos Americanos
A escolha da caixa com 24 copos americanos representa mais do que um simples suporte físico para a imagem: é um símbolo do cotidiano brasileiro. Empilhados em forma de torre, esses copos evocam memórias de encontros, padarias, cafés e almoços em família. Sua forma simples e funcional é elevada aqui a um ícone cultural, assumindo um papel central na construção visual da brasilidade.
Guaraná Antártica
O Guaraná Antártica foi escolhido pela sua forte ligação emocional com o Brasil, sendo uma bebida que acompanha celebrações e momentos afetivos de muitas gerações. Sua cor dourada, semelhante à do champanhe, permitiu brincar com a ideia de festa, mas com um ingrediente 100% brasileiro. É ele que dá o tom da imagem: uma sofisticação que nasce do popular e do afeto.
Lightroom
Utilizei o Lightroom para realizar os ajustes iniciais de cor, contraste e temperatura, buscando valorizar os tons dourados que remetem ao champanhe.
Ajustei também a exposição e as sombras para destacar as formas da torre de copos sem perder os detalhes do líquido.
Foi no Lightroom que defini a atmosfera da imagem, criando uma base visual coesa e harmônica para a composição final.
Photoshop
No Photoshop, combinei diferentes fotos da torre de copos para alcançar uma estrutura perfeita e equilibrada.
Usei máscaras de camada e alinhamento manual para garantir a continuidade e naturalidade da pilha.
Essa etapa foi essencial para transformar várias tentativas em uma imagem única, fiel à ideia original.
Organização dos copos
Comecei fazendo o planejamento da foto, organizando a torre de copos e testando diferentes composições.
Escolha dos fundos
Em seguida, passei à escolha do fundo — uma etapa crucial para reforçar a narrativa visual da imagem. Comecei com um fundo amarelo liso, que dialogava bem com o tom dourado do Guaraná, mas ainda não transmitia toda a vibração que eu buscava. Testei então algumas variações, incluindo a aplicação de faixas verdes sobre o fundo amarelo, tentando trazer referências mais diretas à paleta da bandeira brasileira.
Depois de várias tentativas, encontrei no fundo listrado de verde e branco a combinação ideal. As listras criaram ritmo visual, acrescentaram textura e estabeleceram uma conexão sutil com a estética popular brasileira — como se fizessem alusão a tecidos de feira, festas de rua ou elementos gráficos do nosso cotidiano. Essa escolha final trouxe equilíbrio entre o protagonismo da torre e o ambiente que a acolhe, sem roubar atenção, mas reforçando sua identidade.
Além do fundo, outra decisão importante foi a escolha da cor que aparece mais à frente na composição, na base da imagem. Inicialmente, utilizei um tom de verde, pensando em manter a coerência com os elementos gráficos do fundo. No entanto, percebi que essa escolha acabava competindo visualmente com o restante da cena, tirando o foco da torre de copos.
Optei então por substituir o verde por um amarelo mais suave, que dialogasse melhor com a tonalidade do Guaraná e trouxesse mais unidade à paleta. Essa troca sutil teve grande impacto no resultado final: o amarelo passou a funcionar como uma base quente e acolhedora, ajudando a valorizar os reflexos do líquido nos copos e a manter o equilíbrio cromático da imagem como um todo.
Hora de colocar o líquido
Com a composição definida, chegou o momento de colocar o Guaraná Antártica nos copos e iniciar a fase de captura. Esse foi um dos momentos mais delicados do processo: o líquido precisava ser adicionado com cuidado para não comprometer a estabilidade da torre e, ao mesmo tempo, manter o frescor visual — com bolhas visíveis e brilho nas superfícies.
Fotografei diversas versões da cena, ajustando pequenos detalhes a cada clique: o posicionamento dos copos, o reflexo da luz, a quantidade de líquido em cada recipiente. Essas variações me permitiram, depois, escolher as melhores partes de cada imagem e combiná-las digitalmente. A repetição dos disparos foi essencial para garantir precisão e riqueza de detalhes na etapa de pós-produção.
3 comentários
Arthur, parabéns! Esta foto transborda energia, e energia é sinônimo das culturas latino-americanas. Você descreveu o processo muito bem e acredito que esta história criativa ficará na memória tanto dos criadores quanto dos espectadores!
@oksanavusyk obrigado!
This photo is bursting with energy
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